Eleição de Flávio será ‘retorno notável’ da família Bolsonaro e vitória de Trump, diz Financial Times
O jornal britânico Financial Times classificou como um “retorno notável” da família Bolsonaro ao poder a possível vitória do candidato do PL à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, o que também expõe a “fragilidade” da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a publicação, Flávio se tornou franco favorito para derrotar Lula depois de terminar o primeiro turno das eleições, no domingo 4, com uma vantagem de mais de 2 milhões de votos sobre o petista. Para o Financial Times, o provável triunfo eleitoral do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será também uma vitória do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que terá mais um aliado no governo de um importante país da América Latina. "Uma vitória do filho de Bolsonaro coroaria uma sequência notável de candidatos alinhados a Trump na América Latina. A direita já venceu todas as sete eleições presidenciais realizadas na região desde que Trump retornou à Casa Branca, em muitos casos com campanhas no estilo Maga [Make America Great Again]. O México seria a única grande economia da região ainda governada pela esquerda", diz o texto do Financial Times. De acordo com o jornal britânico, a campanha de Lula pela reeleição foi “medíocre”, e os baixos índices de aprovação do terceiro governo do petista abriram caminho para o “renascimento” político da família Bolsonaro. + Leia mais notícias de Imprensa em Oeste "Ao longo de muitos anos na linha de frente da política brasileira, Lula tem lutado para convencer os eleitores de que possui uma resposta eficaz para o crescimento dos cartéis de drogas. Muitos na esquerda têm dado a impressão de que não consideram isso uma prioridade", afirma o jornal. Desgaste de Lula Além da questão da segurança pública, o Financial Times critica a “política fiscal frouxa” do governo Lula, que “contribuiu para taxas de juros muito altas” no Brasil, o que “penalizou” uma grande parcela da população, que hoje está endividada. Segundo o jornal, Lula foi eleito em 2022 com o apoio de uma frente composta de partidos de centro, mas acabou se "refugiando com muita frequência na zona de conforto do PT", ficando isolado politicamente. Para o Financial Times, o “maior problema” de Lula é o fato de estar há décadas na cena política brasileira, tendo sido responsabilizado por grande parte dos eleitores por escândalos recentes, como o do Banco Master e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). "O maior problema de Lula é que ele se tornou parte da paisagem de Brasília. Esta é sua sétima candidatura à Presidência – a primeira foi em 1989 – e ele busca um quarto mandato no total. Apresentar-se como defensor da democracia só reforçou essa impressão”, anotou o Financial Times. “O resultado é que ele é culpado pelos fracassos dos outros. Uma das maiores histórias da eleição foram as revelações sobre as ligações entre vários membros do STF e o ex-dono de um banco que faliu. Entre eles, um juiz fundamental na condenação de Jair Bolsonaro", completa o jornal. De acordo com o Financial Times, Lula não tem mais condições de reverter o cenário que lhe foi desfavorável no primeiro turno e será derrotado por Flávio Bolsonaro também na segunda rodada de votação. "Lula não conseguiu vencer o bolsonarismo", conclui o jornal. Leia também: "Resultado das urnas é 'moção de censura ao Supremo', diz Estadão" https://www.youtube.com/watch?v=L_7SpSPDfzc O post Eleição de Flávio será ‘retorno notável’ da família Bolsonaro e vitória de Trump, diz Financial Times apareceu primeiro em Revista Oeste.
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|---|---|
| Flávio Bolsonaro | positivo |
| Lula | negativo |