Caiado critica Lula e Flávio e propõe combate a facções como terrorismo
A participação de Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência, na sabatina conduzida pelo SBT e pelo SBT News nesta quinta-feira, 20, foi marcada por críticas tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto ao senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante o evento, o ex-governador de Goiás também apresentou propostas para áreas como segurança pública e economia, além de defender seu histórico no agronegócio. + Entenda o que é Política em Oeste Ao abordar temas ligados à corrupção, Caiado questionou a postura de Lula diante das suspeitas que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e também mencionou Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete da Presidência, apelidado de “Marcola”. O candidato criticou a fala de Lula sobre a possibilidade de qualquer pessoa pedir dinheiro emprestado a amigos. "Governar não é ir para o cercadinho agredir ninguém, não é [ficar] respaldando o filho porque está envolvido em corrupção", disse Caiado. "Hoje, a máquina do governo federal toda é para cuidar do Lulinha." https://www.youtube.com/watch?v=AtSZ5FZNm7A A respeito da sucessão presidencial, o candidato destacou que cargos públicos não devem ser repassados como herança entre familiares. Segundo ele, “uma eleição não é uma transferência familiar". "Você constrói [uma trajetória] por mérito, por trabalho e por exemplo de vida", disse. "Com todo o respeito a quando Jair Bolsonaro governou, eu acho que estou mais preparado para governar.” Propostas de Caiado para segurança pública Marcas do PCC em rua brasileira | Foto: Reprodução/X No campo da segurança pública, Caiado propôs a criação de uma classificação legal para facções criminosas como organizações de terrorismo doméstico. O objetivo é permitir ações mais firmes do governo federal em regiões dominadas por facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e milícias. Outra proposta apresentada envolve ampliar as prerrogativas dos governadores para legislar sobre crimes, sem retirar das gestões estaduais as atribuições em segurança. Caiado prometeu apoio por meio de inteligência, ações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Receita Federal. Leia mais: "Os três tipos de socialistas", artigo de Roberto Motta publicado na Edição 335 da Revista Oeste O político também manifestou posição contrária a uma eventual intervenção dos Estados Unidos no combate a facções brasileiras classificadas como terroristas. “É inadmissível", disse. "Não é americano que vai vir aqui para resolver o problema do narcotráfico. Jamais admitirei ação dos EUA no Brasil; quem tem que resolver [esse problema] é o presidente da República." Ciência, tecnologia e agronegócio No âmbito de ciência, tecnologia e comércio exterior, o candidato defendeu a ideia de que o país busque mais parcerias internacionais e abandone, segundo ele, uma antiga mentalidade colonial. "Quando o Brasil não tem essa visão de fazer parcerias e acreditar na ciência, na tecnologia e na pesquisa, é um país que perde espaço no mundo e fica na era de colônia”, destacou. Ele também criticou Lula pela condução das negociações internacionais e argumentou que o país deveria investir no processamento interno de minerais estratégicos, aproveitando vantagens como extensão territorial, clima tropical, grandes reservas de água doce e riqueza mineral. https://www.youtube.com/watch?v=tPHZdDIrRYQ Ao abordar o agronegócio, Caiado ressaltou sua defesa do setor antes da popularização dos termos “agro” e “agro tech”. “Eu entendo da agropecuária brasileira", enfatizou. "Eu a defendi quando ela não era 'agro' nem 'tech'. A defendi quando ela era exatamente combatida por todos. Agora, todo mundo quer ser defensor.” Jornada de trabalho Carteira de trabalho | Foto: Reprodução Sobre a escala de trabalho, Caiado demonstrou apoio à mudança do regime 6x1 para o modelo 5x2, que garante dois dias de descanso semanal. Inicialmente hesitante, ele confirmou sua posição favorável à alteração. “Sim, sou a favor", afirmou. "Eu disse que o Brasil precisa respeitar quem gera emprego e o empregado. Aceito, sim, a redução para 5x2.” A proposta prevê extinguir o regime em que o trabalhador atua por seis dias seguidos e folga apenas um. No novo modelo, há dois dias de descanso semanal, mas a adoção depende de debates sobre jornada, produtividade e custos para empresas. Leia também: "A farra dos passaportes diplomáticos", reportagem de Luana Viana publicada na Edição 335 da Revista Oeste O post Caiado critica Lula e Flávio e propõe combate a facções como terrorismo apareceu primeiro em Revista Oeste.
Ler matéria completa em revista-oeste →O que o painel registra
- agronegócio
- agronegócio
- agronegócio
- crime organizado
- crime organizado
- crime organizado
- direitos trabalhistas
- direitos trabalhistas
- direitos trabalhistas
- segurança pública
- segurança pública
- segurança pública
| Candidato | Sentimento |
|---|---|
| Flávio Bolsonaro | negativo |
| Lula | negativo |