Flávio Bolsonaro chama Brasil de 'avião sem piloto' e critica Lula após tarifa dos EUA
A cobrança da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros repercutiu no meio político e provocou uma troca de críticas entre governo e oposição. O tema também ganhou espaço na disputa eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro disse que o Brasil está em um "avião sem piloto" e atacou o presidente Lula, comparando-o ao ex-presidente americano Joe Biden ao chamá-lo de "ranzinza e inconsequente". Ele também compartilhou a fala do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que justificou a decisão de Trump por falta de "boa-fé" do governo brasileiro. "A culpa é sua, Lula. Lula tanto provocou que ele conseguiu. O Brasil foi tarifado em 25%. Quem está dizendo não sou eu, não. É o próprio governo americano." Por outro lado, o deputado Lindbergh Farias do PT acusou Flávio e Eduardo Bolsonaro de traidores da pátria, acusando a oposição de articular as sanções com a Casa Branca para tentar evitar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e interferir nas eleições do Brasil. "Flávio ataca novamente. Primeiro, a gente tem que chamar Flávio e Eduardo Bolsonaro de traidores da pátria. Tudo começou com eles, ainda no julgamento do Bolsonaro, quando eles trabalharam ali ativamente por tarifas. Há uma articulação dessa extrema-direita internacional, norte-americana, tentando interferir nas eleições aqui no Brasil." De um lado, a oposição tenta atribuir ao presidente Lula a responsabilidade pelas tarifas; do outro, o governo busca associar a medida à família Bolsonaro. O que tem se visto em torno desse tema são os dois lados tentando se descolar das tarifas e transformando o tema em uma guerra de narrativas. A nova tarifa também repercutiu entre os pré-candidatos para a disputa presidencial. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado do PSD, disse estar indignado, criticou a polarização e alertou para o risco de quebra de setores produtivos por causa de uma disputa eleitoral ao citar Lula e Flávio. "Quero registrar aqui a minha indignação. Então, pergunto a Lula e ao Flávio: Vocês estão defendendo o interesse de uma campanha eleitoral. O Brasil ficou de fora da defesa de vocês." Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do partido Novo, condenou o tarifaço e disse que os erros do governo Lula não justificam a medida, e que o Brasil precisa ser respeitado. "Eu condeno essa medida. Agora, o governo Lula também errou feio. Em vez de negociar com seriedade e defender os interesses do Brasil, criou atritos desnecessários e transformou a política externa em palanque eleitoral." Tarifaço dos EUA amplia vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, aponta pesquisa Genial/Quaest Apesar da crise comercial, a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) mostra que o presidente Lula ampliou a vantagem no cenário eleitoral. 42% dos entrevistados afirmam que o "tarifaço" aumenta a vontade de votar no atual presidente, um crescimento frente aos 39% de junho. Já a preferência pelo senador Flávio Bolsonaro recuou de 30% para 27%. Outro recorte da pesquisa mostra que 51% disseram que concordam com Lula que Flávio pediu o tarifaço a Trump e 30% acreditam que Flávio pediu a Trump para não taxar o Brasil. A pesquisa Genial/Quaest, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026, ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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| Candidato | Sentimento |
|---|---|
| Flávio Bolsonaro | positivo |
| Lula | negativo |