Em nova reunião, governo reforça apelo aos EUA contra tarifaço e cobra acordo bilateral
Representantes do governo brasileiro participaram, nesta terça-feira (14), de uma nova reunião com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tentar evitar a entrada em vigor das novas tarifas sobre produtos brasileiros. Participaram do encontro equipes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Itamaraty e da Assessoria Especial da Presidência da República. Segundo nota divulgada pelo MDIC, o governo voltou a defender que as sobretaxas propostas pelos Estados Unidos são injustificadas. O Brasil contesta tanto a tarifa adicional de 25% quanto a cobrança de 12,5% aplicada a uma lista de cerca de 60 países sob a alegação de insuficiência de medidas para combater o trabalho forçado. No comunicado, o ministério afirma que "nenhuma das razões apontadas na Seção 301 justifica a aplicação das tarifas recomendadas". A pasta acrescenta que, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo reiterou que "a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos formular um acordo bilateral mutuamente adequado". O prazo para o governo americano anunciar o resultado da investigação comercial e divulgar a lista definitiva de produtos que poderão ser atingidos pelas novas tarifas termina nesta quarta-feira (15). Até o momento, as autoridades dos Estados Unidos não detalharam quais itens devem ser incluídos na medida.
Ler matéria completa em cbn →O que o painel registra
- acordos comerciais
- comércio exterior
- política externa
- tarifas de importação
| Candidato | Sentimento |
|---|---|
| Lula | neutro |